18/03 - Wanise Ferreira
Para Erasmo Rojas é preciso observar a tendência de uso de frequências dos contratos mundiais
Erasmo Rojas, presidente da 3G Americas, acha que é necessária muita cautela por parte dos órgãos reguladores da América Latina nos próximos meses para que possam programar o espectro a ser ocupado futuramente pela tecnologia LTE (Long Term Evolution). "Esse é um momento de muitas perguntas e ainda há poucas respostas", disse o executivo. Ele acredita que a partir do segundo semestre começa a ficar um pouco mais claro qual será a tendência de uso do espectro em função dos contratos fechados pelas grandes operadoras internacionais e que, por tabela, deverão concentrar os investimentos em desenvolvimento por parte dos fornecedores.
O alinhamento com o uso global do LTE será fundamental para a região, disse. "Principalmente em um tempo de crise mundial os fornecedores não deverão atender a todas as faixas e se concentrarão nas de maior escala", observou. No caso do Brasil, há uma discussão de fundo envolvendo o uso da tecnologia de 2,5 GHz que, por enquanto, tem mais produtos desenvolvidos para essa área. "Isso porque houve um entendimento de que havia competição com o WiMAX móvel que utiliza essa frequência", disse.
Rojas considera que a faixa de 2,5 GHz é de importância para o cenário do LTE mas pode não ser a única opção, lembrando que há uma preferência dos operadores por faixas mais baixas. Esse é o caso da faixa de 700 MHz, que já teve um leilão realizado nos Estados Unidos no ano passado. No caso brasileiro essa faixa atualmente é utilizada pela TV analógica e sua previsão de disponibilidade é 2015.
"Mas há, ainda, a de 900 MHz que no Brasil é utilizada mais para telefonia wireless fixa", disse. Ela já começa a ser utilizada em alguns países da Escandinávia e na Venezuela há previsão de lançamento de um serviço baseado em HSPA Plus nesse espectro. Uma outra opção que não pode ser desconsiderada, disse, é a de 850 MHz, que começa a ser testada para HSPA Plus pela Telstra, na Austrália. Também não pode ser descartada, segundo ele, a faixa de 1,7 GHz a 2,1 GHz.
"Há uma série de situações que precisam ser levada em consideração e é preciso muita análise para se fazer a escolha certa e reservar as faixas necessárias", observou. A sintonia com a opção que gerar mais escala mundialmente ajudará a baratear os custos com infra-estrutura e terá um portfolio mais robusto de terminais.
Para Rojas, no caso brasileiro é o momento de as operadoras móveis e a Anatel discutirem qual o espectro que as empresas precisam para ampliar a oferta de serviços de valor agregado. Ele é contrário à limitação de espectro existente no país para as móveis, que já foi de 50 MHz e passou para 80 MHz com a chegada da terceira geração. Para ele, esse controle se baseava no cálculo de quantidade de assinantes X espectro, o que não comporta mais uma vez que a oferta de serviços resulta em mais tráfego na rede que não necessariamente signifique mais assinantes.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/definicao-de-espectro-para-lte-na-america-latina-exige-cautela-diz-3g-americas
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