terça-feira, 31 de março de 2009
Segunda-feira, 30 de Março de 2009, 18h46A Motorola anunciou nesta segunda, 30, um dispositivo de acesso à Internet que combina um modem para a plataforma WiMax no padrão móvel (802.16e) com um roteador Wi-Fi 802.11b/g, além de oferecer entrada ATA VoIP para chamadas de voz e uma porta Ethernet. O CPEi 775, segundo a fabricante é compatível com WiMax Forum Wave 2, e atualmente está disponível na banda de 3,5 GHz, com suporte às bandas de 5 MHz, 7 MHz e 10 MHz.O equipamento permite que o acesso através da rede WiMax seja compartilhado por diversos dispositivos através de rede Wi-Fi ou mesmo através de rede ethernet. Da Redação
http://www.paytv.com.br/News.asp?ID=126270
quarta-feira, 25 de março de 2009
Sky finaliza compra da operadora de MMDS ITSA
A operadora de DTH Sky formalizou nesta terça, 24, a compra da operadora de MMDS ITSA (Mais TV, antiga TV Filme). A operação vinha sendo negociada desde março de 2008 e foi aprovada pela Anatel em novembro. Desde então, a ITSA passava por um processo de auditoria. A ITSA tem 12 licenças de MMDS, nas cidades de Brasília, Belo Horizonte, Belém, Goiânia, Vitória, Campina Grande/PB, Porto Velho/RO, Uberaba/MG, Caruaru/PE, Bauru, Franca e Presidente Prudente (todas no interior paulista). Cada outorga tem uma cobertura de pelo menos 35 km, o que estende o serviço às respectivas regiões conurbadas.
A Sky não informa quais os seus planos para os cerca de 40 mil assinantes da ITSA. Mas, segundo já havia informado este noticiário, a estratégia envolve a complementação dos serviços via satélite da Sky com a possibilidade de acesso banda larga por meio das frequências de MMDS. A ITSA, aliás, foi a primeira operadora do Brasil a oferecer acesso banda larga, ainda em 1997, por meio do serviço LinkExpress.
Os valores pagos pela Sky pelas licenças da ITSA não são públicos, mas segundo apurou este noticiário em junho do ano passado, a conta é complexa porque envolveu a dívida da operadora de MMDS. Estima-se que esta dívida estivesse em torno de US$ 90 milhões, sobre os quais deve ter havido um desconto entre 60% e 70% concedidos pelos credores. As estimativas de analistas de mercado são de que a operação possa ter ficado na casa de R$ 1,3 mil a R$ 1,5 mil por assinante. Vale lembrar que a ITSA ainda não iniciou o processo de digitalização de sua rede e que ainda não existe clareza sobre o ambiente regulatório que permitirá às empresas de MMDS a oferta de serviços com tecnologia WiMax. A Sky é a maior operadora de DTH do Brasil, com cerca de 2 milhões de assinantes.
Samuel Possebon
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=125962
Análise concorrencial da TVA/Telefônica volta ao Conselho Diretor
Grandes processos envolvendo empresas do setor estão na pauta da reunião do Conselho Diretor da Anatel desta semana, marcada para quinta-feira, 26. Um deles é a instrução concorrencial que será encaminhada ao Cade sobre a compra da TVA pela Telefônica, validada pela agência no ano passado. Se aprovado, o texto será encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que a análise concorrencial do negócio seja feita. O processo é polêmico, pois a área jurídica recomendou a imposição de restrições à atuação da Telefônica no MMDS por dois anos, seguindo provavelmente o raciocínio de proteção do mercado de banda larga usado pelo próprio Cade em decisões anteriores.
Mariana Mazza
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=125913
Demora na certificação gera críticas na Câmara
Mais uma vez a Anatel tentará deliberar sobre dois assuntos polêmicos dentro e fora da agência reguladora. Estão na pauta da reunião do Conselho Diretor dessa quinta-feira, 26, a proposta de alteração da destinação da faixa de 2,5 GHz e o processo sobre a suspensão da emissão de certificados para equipamentos que usam tecnologia WiMAX nessa faixa. Os dois temas estão sendo tratados de forma conjunta pela Anatel, apesar da pressão de empresas e autoridades para que a certificação seja retomada o mais rapidamente possível.
Com os recorrentes adiamentos na deliberação por conta de pedidos de vista dos conselheiros, a Câmara dos Deputados ganhou novo fôlego para entrar no debate. O deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), autor de um requerimento de audiência pública sobre o assunto aprovado no ano passado, pretende intensificar as negociações para marcar o encontro com membros da Anatel, empresas e indústria com o objetivo de esclarecer o que está ocorrendo com as certificações.
"Não há justificativa para postergar um procedimento corriqueiro como a homologação dos equipamentos. A Anatel pode dizer 'sim' ou 'não', justificando sua decisão, mas nunca suspender a emissão dos certificados", afirma o deputado. "Essa indecisão da Anatel não deixa outro caminho a não ser a discussão na Câmara dos Deputados." O parlamentar pretende negociar ainda nesta semana a realização da audiência e o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, pode ser chamado a prestar pessoalmente os esclarecimentos na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).
A homologação dos equipamentos está suspensa há 10 meses com base em uma decisão informal do Conselho Diretor da Anatel. O processo presente na pauta do Conselho Diretor, de iniciativa da área técnica da agência, pede um posicionamento formal sobre a manutenção da suspensão. A relatora do caso, conselheira Emília Ribeiro, já divulgou publicamente seu voto, onde determina a retomada imediata da emissão dos certificados. Parecer nesse sentido também foi emitido pela procuradoria da Anatel.
A Anatel tem analisado a certificação de forma conjunta com a proposta de mudança de destinação do 2,5 GHz por entender que há uma interdependência entre os processos. A nova proposta para a faixa de 2,5 GHz pretende incluir os serviços de telefonia fixa e móvel no rol de usuários dessas radiofrequências ao lado das empresas de MMDS e de SCM. Além da inclusão, a área técnica sugere que o SMP passe a ter prioridade na faixa a partir de 2012, no lugar do MMDS, que passaria a operar em caráter secundário. A homologação dos equipamentos de WiMAX interessa especialmente as empresas de MMDS e SCM pela possibilidade de incluir serviços de banda larga em seus pacotes.
Mariana Mazza
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=125925
Em fevereiro base de modems de banda larga móvel chegou a 808 mil dispositivos
A primeira informação divulgada hoje pela Anatel referente ao levantamento mensal do SMP (Serviço Móvel Pessoal) mostrava um forte crescimento de vendas dos modems 3G. A base desses dispositivos passou de 733.209 em janeiro para 1.542.016 no mês seguinte, o que representaria a venda de 808.807 modems durante fevereiro, um mês que inclui o Carnaval, um período tradicionalmente baixo de vendas. Com isso, a participação de mercado desses acessos saltou de 0,48% para 1, 01% do total do segmento de acessos móveis.
Ao mesmo tempo, a pesquisa também mostrava um dado curioso, a diminuição da participação dos acessos 3G, via handsets, no mês. Na verdade, há uma diferença negativa de 541.541 acessos já que em janeiro, pelos dados da agência, a base de terminais 3G era de 1.981.654 enquanto em fevereiro caiu para 1.436.113. Com isso, a participação de mercado desse serviço caiu de 1,30% para 0,94%,
A Anatel esclareceu, em seguida, que fevereiro trouxe uma correção na base de dados em relação a janeiro uma vez que muitas operadoras móveis estavam entregando seus dados de modems 3 G como se fossem terminais W-CDMA, sem categorizar que se tratavam dos dispositivos móveis de acesso banda larga. Dessa forma, as vendas de terminais 3G que em janeiro se aproximavam de 2 milhões, na verdade, não atinge 1,5 milhão de aparelhos.
No mês passado, o total de acessos atingiu 152 milhões de clientes o que garantiu uma densidade de 79,94 acessos para cada 100 habitantes. Por conta da revisão do crescimento da população feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), alguns estados, como Amazonas e Roraima, tiveram o cálculo da teledensidade alterado. O resultado de fevereiro dos acessos móveis representou um crescimento de 0,27% sobre o período anterior. Desse total, 124.307.399 (81,59%) são pré-pagos e 28.057.587 (18,41%), pós-pagos.
O levantamento da Anatel também mostrou um dado curioso, a diminuição da participação dos acessos 3G, via handsets, no mês. Na verdade, há uma diferença negativa de 541.541 acessos já que em janeiro, pelos dados da agência, a base de terminais 3G era de 1.981.654 enquanto em fevereiro caiu para 1.436.113. Com isso, a participação de mercado desse serviço caiu de 1,30% para 0,94%.
No mês passado,a Oi permaneceu próxima do grupo das três maiores operadoras móveis. Somando o resultado da empresa com a BrT GSM, ela fechou o mês com uma base de assinantes de 31.296. 838 assinantes e um market share de 20,54%. A líder, Vivo, registrou 45.402.548 clientes e market share de 29,80%. Em segundo lugar a Claro fechou fevereiro com 39.365.638 e uma cota de mercado de 25,84%, a TIM contou com 35.730.860 e 23,45% de participação.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/modems-3g-alcancam-1-de-participacao-do-mercado-de-acessos-moveis
Para Sardenberg, aprovação de matéria polêmica fica difícil sem quinto conselheiro.
19 de março de 2009
O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, disse hoje que a posse do quinto conselheiro irá facilitar a aprovação de matérias importantes, que estão na pauta e têm soluções constantemente adiadas por pedidos de vistas. Ontem mesmo, ficaram sem votação a instrução do ato de concentração da compra da TVA pela Telefônica e a destinação da faixa de 2,5GHz, a pedido da conselheira Emília; o pedido de licença de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) do Serpro, a pedido do conselheiro Plínio de Aguiar; e a certificação e homologação de equipamentos para WiMAX, a pedido do conselheiro Antonio Bedran.
Sardenberg, que relatava a homologação de equipamentos, disse que o adiamento se deveu à convicção já formada pelos conselheiros de que os assuntos ligados à faixa de 2,5GHz devem ser tratados conjuntamente. “Nós não podemos sair homologando equipamentos sem ter a certeza de qual vai ser a solução final para aquela faixa”, argumenta.
Na opinião do presidente da Anatel, o quinto conselheiro pode facilitar a aprovação de matérias onde não há consenso. “O que não temos certeza é de quando o conselheiro vai chegar. Havia uma presunção de que isso fosse resolvido rápido. Agora, com o novo ato que foi baixado pela comissão do Senado, a gente não sabe se vai ser em questão de semanas, de um mês. Então, achamos que não podemos procrastinar mais e colocamos os temas na pauta”, disse.
O quinto conselheiro já indicado pelo governo no início do ano é o economista João Rezende, atual chefe de gabinete do Ministério do Planejamento. Sua nomeação depende de aprovação pela Comissão de Infraestrutura e do plenário do Senado. Na semana passada, o presidente da comissão aprovou ato que modifica a apreciação de autoridades indicadas para as agências reguladoras, que demanda mais tempo até a votação. A CI sequer designou o relator para a matéria, mas comenta-se que será o senador Gilvam Borges (PMDB-AP).
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11386&Itemid=105
Certificação só depois das regras para a faixa de 2,5 GHz, diz Sardenberg
A indústria nacional e internacional precisará de mais paciência se quiser ver seus equipamentos de WiMAX certificados na faixa de 2,5 GHz no Brasil. Nesta quarta-feira, 18, após participar de uma reunião no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, reforçou o entendimento da agência de que os equipamentos a serem usados na faixa de 2,5 GHz só podem ser homologados depois de a agência definir a nova destinação dessas radiofreqüências.
"Nós não podemos homologar (os equipamentos) sem saber qual vai ser a decisão final sobre aquela faixa", afirmou Sardenberg. A emissão de certificações para equipamentos a serem utilizados em 2,5 GHz está suspensa há aproximadamente 10 meses, seguindo uma decisão informal tomada em uma reunião técnica do Conselho Diretor.
A falta dos certificados tem preocupado políticos, empresas e representantes da indústria. No ano passado, o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC) exigiu explicações da Anatel sobre a suspensão e a realização de uma audiência sobre o tema. O encontro ainda não foi marcado e a resposta por escrito da Anatel às demandas do parlamentar, apesar de já estar pronta, ainda não chegou à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Informática (CCTCI).
A Telefônica também já se pronunciou formalmente pedindo a retomada da emissão dos certificados em carta enviada à Anatel. No documento, a concessionária alerta para a dificuldade de investimentos na expansão dos serviços da TVA (adquirida pela empresa em 2006) por conta da falta dos equipamentos.
Recentemente, representantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estiveram na Anatel solicitando maior agilidade nas definições relacionadas com as faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz. Apesar de não confirmar oficialmente na nota divulgada por ocasião do encontro, fontes da Anatel asseguram que a indústria está preocupada com a questão da certificação. Sem a validação dos equipamentos, até mesmo a exportação desses produtos estaria sendo prejudicada.
A decisão de analisar conjuntamente a certificação e a destinação do 2,5 GHz é controversa. Juridicamente, o entendimento é que a Anatel não tem o direito de suspender a homologação dos certificados por este ser um "ato vinculado", ou seja, passível apenas de ser deferido ou indeferido pela agência. A suspensão só se justificaria na ausência de regulamento sobre a certificação, hipótese que não se aplica neste caso, uma vez que as regras já existem. Tanto a discussão sobre a nova destinação do 2,5 GHz quanto sobre a retomada da homologação de equipamentos foram suspensas por pedidos de vistas na última reunião do Conselho Diretor da Anatel.
Mariana Mazza
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=125477
Momento exige cautela para definição de espectro para LTE na América Latina, diz 3G Americas
Para Erasmo Rojas é preciso observar a tendência de uso de frequências dos contratos mundiais
Erasmo Rojas, presidente da 3G Americas, acha que é necessária muita cautela por parte dos órgãos reguladores da América Latina nos próximos meses para que possam programar o espectro a ser ocupado futuramente pela tecnologia LTE (Long Term Evolution). "Esse é um momento de muitas perguntas e ainda há poucas respostas", disse o executivo. Ele acredita que a partir do segundo semestre começa a ficar um pouco mais claro qual será a tendência de uso do espectro em função dos contratos fechados pelas grandes operadoras internacionais e que, por tabela, deverão concentrar os investimentos em desenvolvimento por parte dos fornecedores.
O alinhamento com o uso global do LTE será fundamental para a região, disse. "Principalmente em um tempo de crise mundial os fornecedores não deverão atender a todas as faixas e se concentrarão nas de maior escala", observou. No caso do Brasil, há uma discussão de fundo envolvendo o uso da tecnologia de 2,5 GHz que, por enquanto, tem mais produtos desenvolvidos para essa área. "Isso porque houve um entendimento de que havia competição com o WiMAX móvel que utiliza essa frequência", disse.
Rojas considera que a faixa de 2,5 GHz é de importância para o cenário do LTE mas pode não ser a única opção, lembrando que há uma preferência dos operadores por faixas mais baixas. Esse é o caso da faixa de 700 MHz, que já teve um leilão realizado nos Estados Unidos no ano passado. No caso brasileiro essa faixa atualmente é utilizada pela TV analógica e sua previsão de disponibilidade é 2015.
"Mas há, ainda, a de 900 MHz que no Brasil é utilizada mais para telefonia wireless fixa", disse. Ela já começa a ser utilizada em alguns países da Escandinávia e na Venezuela há previsão de lançamento de um serviço baseado em HSPA Plus nesse espectro. Uma outra opção que não pode ser desconsiderada, disse, é a de 850 MHz, que começa a ser testada para HSPA Plus pela Telstra, na Austrália. Também não pode ser descartada, segundo ele, a faixa de 1,7 GHz a 2,1 GHz.
"Há uma série de situações que precisam ser levada em consideração e é preciso muita análise para se fazer a escolha certa e reservar as faixas necessárias", observou. A sintonia com a opção que gerar mais escala mundialmente ajudará a baratear os custos com infra-estrutura e terá um portfolio mais robusto de terminais.
Para Rojas, no caso brasileiro é o momento de as operadoras móveis e a Anatel discutirem qual o espectro que as empresas precisam para ampliar a oferta de serviços de valor agregado. Ele é contrário à limitação de espectro existente no país para as móveis, que já foi de 50 MHz e passou para 80 MHz com a chegada da terceira geração. Para ele, esse controle se baseava no cálculo de quantidade de assinantes X espectro, o que não comporta mais uma vez que a oferta de serviços resulta em mais tráfego na rede que não necessariamente signifique mais assinantes.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/definicao-de-espectro-para-lte-na-america-latina-exige-cautela-diz-3g-americas
sexta-feira, 20 de março de 2009
Análise de novas regras da faixa de 2,5 GHz é adiada novamente
A Anatel, mais uma vez, decidiu adiar a decisão sobre o futuro da faixa de 2,5 GHz e sobre a homologação de equipamentos de WiMAX nesta faioxa. O assunto estava pautado na reunião do conselho diretor da agência desta semana. A conselheira Emília Ribeiro pediu vistas do processo, que está sob a relatoria de Antônio Bedran. A proposta vinda da área técnica é incluir outros serviços na faixa, como SMP e o STFC. Ainda de acordo com a sugestão da superintendência responsável, o SMP passaria a ter prioridade na operação da faixa de 2,5 GHz já a partir de 2012, assumindo o lugar hoje ocupado pelo serviço de MMDS. |
segunda-feira, 16 de março de 2009
Celulares e fornecedores ressaltam necessidade de espectro
A escassez de espectro para suportar o avanço da banda larga móvel foi tema de painel realizado nesta quinta-feira, 12, no 3º Acel Expo Fórum, em Brasília. Um estudo apresentado por Maurício Cascão, diretor de inovação tecnológica da TIM, permite prever o momento em que poderá não haver mais espectro para acomodar todos os usuários. Cascão mostrou uma simulação da evolução do mercado de banda larga móvel na região metropolitana de São Paulo. A data limite é entre 2010 e 2011, quando as operadoras poderão se deparar com problema de falta de espectro. "Em 2010 chegaríamos a 3 milhões de usuários (na área estudada). A partir de 2011 a demanda de cerca de 8 milhões de clientes supera a capacidade disponível de espectro - que dará conta de apenas 4 milhões", detalha ele. Cascão explica que essa simulação parte de uma série de pressupostos, mas que mais cedo ou mais tarde, se a Anatel não alocar novas faixas para o SMP, a falta de espectro poderá impedir o crescimento da banda larga móvel, reduzir a qualidade de serviço ou a velocidade de banda.
A apresentação de Cascão foi uma análise do resultado imediato de uma tedência que ocorre nos países emergentes, mostrada por Peggy Johnson, vice-presidente da Qualcomm para as Américas e Índia. Segundo ela, as economias emergente vão representar mais de 70% dos assinantes globais de banda larga móvel em 2012.
O número se deve ao fato de que nesses países a universalização da banda larga está acontecendo através das tecnologias móveis e não das fixas, como cable modem ou ADSL. "Hoje 4 bilhões de pessoas usam celular, contra 1 bilhão de PCs. O celular é a plataforma de comunicação do futuro", diz ela. Peggy também citou uma projeção, segundo a qual tecnologias de terceira geraçao serão responsáveis por 80% dos assinantes de banda larga móvel em 2013.
José Augusto de Oliveira Neto, diretor de tecnologia da Vivo, lembrou que o Brasil é um dos países com menor disponibilidade de espectro para a telefonia móvel. Ele argumenta que as operadoras trabalham "no limite da tecnologia" - ou seja, usando sempre aquelas versões que apresentam um uso mais eficiente de espectro, o que pressiona os custos. Ricardo Tavares, vice-presidente da GSM Association, acrescenta ainda que as operadoras móveis usam apenas 4% do espectro disponível e será necessário multiplicar por três a quantidade de espectro para banda larga móvel no futuro.
Anatel
Todo esse cenário pode ser considerado um pano de fundo para uma das mais aguardadas decisões da Anatel nos últimos anos: a destinação da faixa de 2,5 GHz. Na opinião da GSM Association, trata-se, na verdade, da mais importante decisão da agência brasileira desde 2000, quando houve a troca do Serviço Móvel Celular pelo Serviço Móvel Pessoal, o que possibilitou a entrada de novas operadoras nas bandas C, D e E nos anos seguintes. Na opinião de Ricardo Tavares, dependendo de como a Anatel arranjar a faixa de 2,5 GHz, a decisão poderá significar uma "crise de confiança" dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil. E pelo menos até aqui, a proposta da Anatel não é a que mais agrada os defensores do LTE - evolução da família GSM, que compete com o WiMax como padrão dominante de banda larga móvel. A área técnica da Anatel encaminhou para análise do conselho diretor uma proposta que destina 80 MHz da faixa de 2,5 GHz para o SMP. O restante, ou seja, 110 MHz, ficariam para o MMDS e o SCM. A GSM Association, a Qualcomm e as operadoras móveis acreditam que para explorar de forma plena as potencialidades do LTE é necessário 140 MHz. A melhor divisão na opinião da Qualcomm seria de dois blocos de 70 MHz (para tecnologias FDD - onde a transmissão e recepção do sinal acontecem em faixas diferentes) e um bloco no meio de 50 MHz para tecnologias TDD (onde a recepção e trasmissão do sinal acontece na mesma faixa), como é o caso do WiMAX. Nessa divisão seria possível alocar quatro operadoras móveis com 20 MHz cada uma e uma operadora com 10 MHz. Paulo Breviglieri, presidente da Qualcomm no Brasil, lembra que essa diferença de espaço para a quinta operadora poderia ser suprida pela destinação de parte da faixa de 700 MHz (que hoje é ocupada pelas transmissões de TV em UHF) ao SMP.
"A Clearwire está utilizando 30 MHz para WiMAX em uma rede nacional. As empresas de MMDS não precisam de 190 MHz", protesta Ricardo Tavares. Com relação à banda de 700 MHz, Tavares acredita que ela não será objeto de grandes disputas no Brasil. Trata-se de uma faixa extensa, com 400 MHz, e, segundo ele, a telefonia móvel vai precisar de apenas 120 MHz. No entando, trata-se de uma porção do espectro que só poderá ser utilizada após 2016, quando terminar a transição da TV analógica para a TV digital.
Helton Posseti
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=123918
Indústria e operadoras levam à Anatel preocupação quanto à demora no leilão para a faixa de 3,5 GHz
Executivos defendem que seja preservado o uso estacionário da tecnologia
Representantes de duas operadoras e quatro fabricantes de equipamentos, além da Intel, estiveram reunidos nesta quinta-feira, 12, com técnicos da Anatel para tratar da venda de novas licenças para a faixa de 3,5 GHz. Eles demonstraram preocupação quanto à lentidão do processo e receberam da agência a resposta de que as coisas estão seguindo o ritmo do órgão regulador. “Fomos informados de que o processo está avançando. É uma questão de rito”, disse o presidente da Neovia, Alexandre Costa e Silva, um dos integrantes da comitiva.
Os executivos foram recebidos pelo gerente-geral de serviços privados da agência, Dirceu Baraviera, e pelo gerente-geral de certificação e engenharia do espectro, Maximiliano Martinhão. Eles informaram que o processo encontra-se em fase de aprovação da proposta que foi à consulta pública entre dezembro e janeiro, que atribui a faixa de 3,5 GHz ao Serviço Móvel Pessoal (SMP). A proposta está na Procuradoria da Anatel, de onde segue para o conselho diretor. O texto recebeu mais de 200 contribuições e a questão da mobilidade concentrou um grande número delas.
O tema também esteve presente na reunião desta quinta-feira. Segundo Costa e Silva, tanto as operadoras quanto os fabricantes levaram à Anatel a mensagem de que é preciso preservar a nomadicidade da tecnologia, ou seu uso estacionário. “Não temos nada contra a mobilidade, mas defendemos que não haja impacto econômico para as empresas que desejam o uso estacionário”, disse Costa e Silva.
Na consulta pública, empresas como a Neovia, a Embratel e a Qualcomm, além de um conjunto de fabricantes, demonstraram preocupação quanto ao fato de o texto eliminar a possibilidade de uso com mobilidade restrita.
Na avaliação de Costa e Silva, a crise econômica não reduz o potencial de investimento para a faixa de 3,5 GHz. “A mobilidade otimiza e reduz custos para o mercado corporativo”, defendeu. Para o residencial, ele lembrou que a expansão do mercado de notebooks é uma prova de que há demanda para as redes de banda larga.
O presidente da Neovia defende que a tecnologia WiMAX não está perdendo o timing para a LTE (Long Term Evolution). “O timing é agora”, afirma, lembrando que a americana Clearwire está colocando sua rede em operação neste momento. “Chegar colado ao líder é muito bom, com a vantagem de que eventuais problemas já terão sido corrigidos até o lançamento das primeiras redes no Brasil”, avaliou.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/industria-e-operadoras-levam-a-anatel-preocupacao-quanto-a-demora-no-processo-envolvendo-a-faixa-de-3-5-ghz
quarta-feira, 11 de março de 2009
Certificação pode ser retomada nesta semana
O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, decidiu incluir na pauta de discussões do Conselho Diretor desta semana o processo sobre o adiamento da certificação e homologação de equipamentos na faixa de 2,5 GHz usando tecnologia WiMAX. Sardenberg teria até o dia 15 para analisar o documento antes do término do seu último pedido de vistas, de 30 dias. A surpresa está no fato de que o processo sobre a nova destinação para a faixa de 2,5 GHz não foi incluída na pauta de deliberação pelo conselheiro Antônio Bedran até o momento. Assim, é provável que o dilema sobre a certificação e homologação de equipamentos seja resolvido mesmo sem uma deliberação sobre o uso das faixas de radiofrequências em 2,5 GHz.
A necessidade de que os dois assuntos fossem tratados de forma conjunta vinha justificando informalmente a decisão da Anatel de suspender a certificação e homologação de equipamentos. Mas nas últimas semanas, essas argumentações podem ter perdido força contra as pressões de diversos setores, dentro e fora da Anatel, para que os equipamentos WiMAX voltassem a ser homologados.
Nesta semana, o deputado federal Paulo Bornhausen (DEM/SC) pressionará a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTI) da Câmara dos Deputados para agendar o mais rapidamente possível uma audiência pública sobre o tema. E, no Conselho Diretor da Anatel já está à disposição dos conselheiros um parecer da procuradoria especializada da agência recomendando a retomada imediata dos procedimentos de homologação.
Parecer contundente
O documento da área jurídica vai ainda mais longe: conclui que, mesmo que a Anatel tivesse justificado sua decisão de adiar a concessão de certificados, a atitude estaria irregular. A suspensão das análises pela área técnica já dura quase 10 meses e foi tomada em cumprimento a uma ordem informal do comando da agência. A decisão estaria formalizada na ata da 163ª Reunião Técnica da agência, documento este jamais divulgado pela Anatel. Segundo a análise jurídica, o texto é apócrifo, esvaziando qualquer validade legal da ordem de adiamento.
Em dezembro do ano passado, a própria equipe técnica da Anatel cobrou uma atitude mais contundente do Conselho Diretor caso este quisesse manter a suspensão. Foi com base neste processo que a Procuradoria da Anatel foi provocada pela conselheira-relatora Emília Ribeiro. Emília já divulgou seu voto no mês passado, favorável à retomada imediata das certificações. Mas a deliberação foi suspensa com um pedido de vistas do presidente da Anatel por 30 dias.
Ato vinculado
O documento da área jurídica pode complicar a manutenção dos limites à certificação dos equipamentos de WiMAX em 2,5 GHz. Isso porque, na análise dos procuradores, a Anatel não pode impedir a emissão dos certificados por este ser um "ato administrativo vinculado". Na prática, atos vinculados apenas podem ser concedidos ou negados pelo órgão responsável. Assim, não haveria como se avaliar neste caso a "conveniência e oportunidade" da concessão do certificado. Uma vez preenchidos os requisitos técnicos e legais para a solicitação da homologação do equipamento, a agência deve conceder seu aval aos fabricantes.
Desde que parou de homologar os equipamentos de WIMAX em 2,5 GHz, a Anatel tem justificado informalmente sua decisão alegando a necessidade de se avaliar esse processo em conjunto com os estudos para a alteração da destinação desta faixa. A atitude, no entanto, pode prejudicar a indústria que tem ficado sem poder comercializar estes produtos, até que a Anatel chegue a uma conclusão sobre o caso todo. Na semana passada, representantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estiveram na Anatel cobrando rapidez nas análises sobre o futuro desta faixa e da de 3,5 GHz, onde também são usados equipamentos com tecnologia WiMAX.
Sem SCM
Outro argumento recente para a manutenção do adiamento tem sido o fato de que as empresas com licença em 2,5 GHz não possuem direito de uso de radiofrequência nessa faixa associado à prestação do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Dessa forma, não existiriam empresas aptas a usarem estes equipamentos, caso eles fossem homologados, na prestação de serviços de banda larga via WiMAX.
Esta análise também é rebatida pela análise jurídica da Anatel. O entendimento é que a situação das empresas com relação à oferta de serviços não pode ser relacionada como motivação para bloquear a certificação de equipamentos. "O fato de hoje nela (faixa de 2,5 GHz) só poder ser prestado MMDS, por disposição dos termos de autorização e de eventuais atos administrativos de efeitos concretos não é justificativa para se adiar a homologação", avalia a procuradoria. Imaginar que as empresas, de pose dos equipamentos, irão prestar um serviço da qual não estão autorizadas feriria, inclusive, a presunção de inocência.
Mariana Mazza
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=122799
Sagem assume os negócios de banda larga e WiMAX da antiga Siemens Home and Office
A francesa Sagem adquiriu os negócios de banda larga e WiMAX da Gigaset Communications, antiga Siemens Home and Office Communication. A transação inclui as áreas de modems, adaptadores para VoIP, roteadores, PC cards e modems USB. Com isso, a empresa fica somente com a fabricação dos aparelhos telefônicos da marca Gigaset, restringindo o seu foco ao negócio de voz. A Gigaset foi rebatizada como depois que a Arques Industries adquiriu 80,2% do seu capital, em abril do ano passado.
Com a transação anunciada nesta terça-feira, 3, a Sagem reforça a sua posição nas soluções de convergência e digital home. As partes não revelam o valor da transação nem detalham sobre o futuro dos ativos. No Brasil, por exemplo, a Gigaset Communications mantém uma linha de fabricação em Curitiba (PR), para onde transferiu a produção em 2007, depois de encerrar as atividades na Zona Franca de Manaus.
A compra foi a primeira feita pela Sagem depois de adquirida, em janeiro de 2008, pela empresa de private The Gores Group. O controlador é o mesmo que assumiu 51% da Siemens Enterprise, outra divisão do conglomerado alemão.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/sagem-assume-os-negocios-de-banda-larga-e-wimax-da-antiga-siemens-home-and-office
TIM lança banda larga pré-paga a R$ 5 por dia e modem a R$ 299
Marineide Marques
Operadora espera que a oferta duplique as vendas do TIM Web a partir de março
A TIM lança no próximo domingo o primeiro plano pré-pago de acesso à internet pela rede de terceira geração do país. O serviço chega ao custo de R$ 5 por dia, com direito a até 250 megabits em download. Segundo o diretor de marketing da companhia, Rogério Takanayagi, a oferta é bem competitiva se comparada aos preços cobrados por acesso em hotéis e aeroportos.
O TIM Web pré-pago exigirá a compra do modem em separado, ao preço de R$ 299. As pessoas que já são clientes de planos pré-pagos poderão migrar para o pré-pago sem custo. O serviço funcionará como uma linha pré-paga: o cliente carrega os créditos, que são debitados a cada acesso. A cada nova conexão são debitados R$ 5, dado direito a uso por 24 horas.
A TIM espera que o lançamento duplique as vendas do TIM Web a partir de março. Hoje, são vendidos, em média, 1,5 mil acessos por semana. “O número deve duplicar a partir de março, com a oferta pré-paga e as novas ações de marketing”, disse o novo presidente da empresa, Luca Luciani, em conferência com a imprensa sobre os resultados do quarto trimestre nesta sexta-feira, 27.
O lançamento vem acompanhado de novas ofertas também no pós-pago. Segundo Takanayagi, a TIM terá o plano mais barato do mercado e o plano com a maior velocidade do mercado. O mais barato custará R$ 39,90, com direito a 600 kbps. O mais rápido atingirá 7 Mbps em velocidade. O balanço do quarto trimestre mostra que a base de clientes de banda larga móvel da TIM alcançou 500 mil ao final de dezembro.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/tim-lanca-banda-larga-pre-paga-a-r-5-por-dia-e-modem-a-r-299
Cisco e Huawei despontam entre os maiores fornecedores de sistemas WiMAX
Consultoria aponta mudanças no cenário de vendors, com a redefinição de estratégias de Nortel e Alcatel-Lucent
A briga pelo mercado mundial de equipamentos WiMAX começa a ganhar novos contornos, com a redefinição de estratégias de alguns fabricantes. Dois vendors – Cisco e Huawei – começam a ter mais evidência, prometendo uma mexida na lista dos maiores fornecedores, hoje liderada por Alcatel-Lucent, Motorola e Alvarion. Acompanhamento de mercado da consultoria Infonetics Research indica que a briga se concentra no padrão móvel da tecnologia, para o qual Huawei e Cisco tiveram conquistas recentes de contratos. Outros vendors, por sua vez, dão sinais de que estão abandonando a tecnologia, a exemplo da Nortel e da Alcatel-Lucent. “Ao longo deste ano, vemos uma competição mais intensa por poucos novos contratos e uma corrida mais apertada pela liderança de mercado”, indica o relatório.
Segundo a Infonetics Research, o mercado de WiMAX manteve-se estável no quarto trimestre de 2008, somando US$ 275 milhões. O crescimento de 5% observado nas vendas do padrão móvel foi anulado com a queda nos negócios com o padrão fixo. No consolidado do ano, as vendas do padrão móvel ficaram 188% maiores do que em 2007, considerando gateways, estações rádiobase e CPEs. O relatório contabiliza 3,9 milhões de assinantes em redes WiMAX em todo o mundo, nos dois padrões, número 120% superior ao registrado um ano antes.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/cisco-e-huawei-despontam-entre-os-maiores-fornecedores-de-sistemas-wimax
Anatel nega pedido de prorrogação tácita à operadora de MMDS
20 de fevereiro de 2009
Com base na anulação da renovação automática do uso de frequências, efetivada sexta-feira da semana passada, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) negou pedido à TV Filme Goiânia, sobre a ocorrência de prorrogação tácita da vigência das autorizações de uso das radiofrequências associadas à sua outorga para exploração do MMDS. A renovação da licença desta e de mais 10 operadoras foi concluída nesta segunda-feira, por mais 15 anos, porém os custos somente serão definidos no prazo de 12 meses.
A questão, entretanto, poderá acabar na justiça, caso a operadora se sinta prejudicada no estabelecimento do preço a ser pago, já que o pedido obedeceu a todos os prazos estabelecidos no regulamento. Na Anatel, o entendimento é de que as operadoras não recorrerão ao judiciário contra a anulação da prorrogação tácita.
A Anatel anulou, por meio de ato, o 3º parágrafo do regulamento do Uso de Espectro de Radiofrequências, aprovado pela Resolução no 259, de 19 de abril de 2001, que prorrogava, automaticamente, o uso de frequências quando a agência não se manifestasse sobre o pedido da operadora, no prazo de 12 meses. A alegação é de que a regra contém vício de legalidade, já que a LGT (Lei Geral de Telecomunicações) não prevê a possibilidade de prorrogação tácita da autorização do uso de radiofrequência.
A anulação do parágrafo 3º do artigo 56 da resolução, tem efeito erga omnes (atinge a todos em uma mesma situação específica) e ex tunc (seus efeitos são retroativos à época da origem dos fatos a ele relacionados).
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11157&Itemid=105
LTE faz sombra ao WiMAX durante o Mobile World Congress
Anúncios de uma série de empresas deram clara vantagem ao LTE na batalha rumo à quarta geração
O Mobile World Congress termina nesta quinta-feira, 19, em Barcelona com uma clara vantagem da tecnologia LTE (long term evolution) sobre o WiMAX. Se no ano passado ambos rivalizavam, - quando o LTE ainda estava no power point e o WIMAX já tinha algumas redes em operação - , esse ano o primeiro saiu disparado na frente, deixando o concorrente muito à sombra das discussões no maior encontro mundial da tecnologia móvel.
A grande notícia para o LTE foi anúncio feito na quarta-feira pela Verizon, que elegeu Ericsson e Alcatel-Lucent como fornecedoras da rede que operadora espera lançar comercialmente em 2010. Com isso, a maior operadora móvel dos Estados Unidos se antecipa à China Mobile e à Vodafone, as duas outras gigantes que também já anunciaram que estão do lado do LTE.
Mas Barcelona viu muitos outros indícios de que o LTE está levando a melhor na batalha rumo à quarta geração frente ao WiMAX. A Motorola levou uma plataforma LTE para demonstrações ao vivo pelas ruas de Barcelona. A Huawei apresentou o que a empresa assegura ser a primeira solução unificada FDD/TDD (frequency-division duplex & time-division duplex) do mundo. O vendor chinês já havia anunciado em janeiro seu primeiro contrato de implantação comercial da tecnologia LTE com a TeliaSonera. A Nokia Siemens montou uma demo de LTE no seu estande, com interoperabilidade com um terminal com chip da Qualcomm, para comprovar que sua solução é multivendor. Além disso, a tecnologia merece destaque nos estandes da Alcatel-Lucent, Nortel, Starent, NEC, Samsung e Qualcomm, entre tantos outros.
Por sua vez, muito pouco se ouviu de WiMAX durante o evento. É certo que o congresso é promovido pela Associação GSM, comprometida com a LTE, motivo pelo qual a tecnologia concorrente é deixada de lado nos painéis de debate. Mas os próprios fabricantes, que concentram grande atenção na feira com seus estandes, não enfatizavam suas soluções para WiMAX. A Samsung, cujo foco em Barcelona são os terminais móveis, tinha demonstrações de WiMAX móvel. O mesmo acontecia com Huawei e ZTE, que entre os multivendors talvez sejam os mais comprometidos com a tecnologia, ao lado da Motorola.
*A jornalista viajou a convite da Nokia
http://www.telecomonline.com.br/noticias/lte-faz-sombra-ao-wimax-durante-o-mobile-world-congress
Lula pede à Anatel explicações sobre backhaul, certificação de WiMax e renovação de MMDS.
19 de fevereiro de 2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu hoje explicações ao presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ronaldo Sardenberg, sobre o andamento da implantação do backhaul, a demora na certificação dos equipamentos da tecnologia WiMAX e sobre a renovação dos 11 contratos de MMDS, concluída esta semana. A percepção do Planalto é de que a atuação da agência está prejudicando o andamento de políticas públicas.
Sobre o backhaul, Lula quer saber o que a Anatel tem feito para resolver a questão com a justiça. Uma liminar concedida pela TJDF em novembro do ano passado suspendeu os efeitos do decreto, que trocou os PSTs (Postos de Serviços de Telecomunicações) pela infraestrutura de banda larga no PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização). Depois de duas derrotas, a agência resolveu atender o que recomendam os três juízes que examinaram o caso: a reversibilidade do backhaul tem que estar explicita no texto.
A assinatura de um termo aditivo foi então proposta às concessionárias, mas tem encontrado resistência da Oi e da Telefônica. "O governo considera um erro a retirada da reversibilidade do texto do decreto", disse uma fonte do governo. E acha também que a agência tem que garantir a continuação da implantação do backhaul antes mesmo de resolver o problema judicial. "O governo está investindo em equipamentos para as escolas, na elaboração de conteúdos e não pode aceitar esse ritmo da Anatel, que impede o avanço do programa Banda Larga nas Escolas", disse a fonte. Para o Planalto, antes de assinar o aditivo, a agência deveria promover uma consulta pública sobre a reversibilidade do backhaul, de forma a dar mais legitimidade ao processo.
Outro assunto que o Planalto considera demasiado demorado para uma solução na agência é a certificação de equipamentos WiMAX, há mais de nove meses parado. O tema entrou na pauta do Conselho Diretor da Anatel há duas semanas, mas foi retirado a pedido do próprio Sardenberg. O governo considera que esse atraso traz prejuízos para a indústria nacional e para as próprias operadoras.
Na questão da renovação das licenças de MMDS, o Planalto considera outra trapalhada da agência deixar para fixar os preços um ano após a renovação. "Por que deixou isso para última hora? O TCU (Tribunal de Contas da União) já havia chamado a atenção para isso há dois anos?", questiona a fonte. A explicação inicial da Anatel é de que o cenário econômico mudou, sobretudo com a implantação da portabilidade numérica, mas a desculpa soou vazia para o Planalto.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11153&Itemid=105
TVA aguarda para próximo mês o sinal verde para certificação do WiMAX em 2,5 GHz
Leila Loria, diretora-geral da TVA, considera que renovação das outorgas de MMDS foi uma vitória
Envolvida em uma série de polêmicas, a renovação das outorgas de MMDS, publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União, foi uma "vitória" na avaliação da diretora-geral da TVA, Leila Loria. Para ela, o próximo passo agora será a agência liberar a certificação dos produtos WiMAX na faixa de 2,5 GHz que permitirá à empresa, e à Telefônica que detém parte do seu capital, explorar o serviço de dados nesse espectro. A executiva acredita que o sinal verde poderá ser dado no próximo mês.
Leila não criticou o fato de a outorga ter sido renovada sem o valor definido das licenças porque disse que entende a posição do TCU (Tribunal de Contas da União). "O valor estava estabelecido em R$ 9 mil e isso não pode ser alterado na regulamentação. Então, a solução foram os 12 meses para a agência definir isso",. ressaltou. Para ela, essa foi a única questão que "ficou no ar" sobre a renovação por 15 anos das licenças das operadoras de MMDS. Sobre a destinação de espectro, comentou, ela afirmou que essa tem recebido constante debate dentro do órgão regulador, "tanto em 2,5 GHz quanto em outras, como 3,5 GHz".
A liberação para que os produtos de WiMAX 2,5 GHz possam ser certificados, agora, estão nas mãos do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. Ele pediu o prazo de 30 dias para analisar a proposta de certificação e homologação que teve como relatora a conselheira Emília Ribeiro. No seu parecer, ela defendeu a homologação imediata e fez uma dura crítica à forma como a decisão de suspensão foi tomada.
Dentro da agência, há quem defenda que essa certificação só seja liberada após o processo final de regulamentação da faixa de 2,5 GHz que pode destinar parte do espectro para o serviço móvel. A Telefônica anunciou no final do ano passados os trials com a Motorola para oferecer novos serviços nessa frequência utilizando a tecnologia WiMAX.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/tva-aguarda-para-proximo-mes-o-sinal-verde-para-certificacao-do-wi
Alcatel-Lucent muda estratégia, rompe com NEC e desiste do WiMAX móvel.
17 de fevereiro de 2009
A gigante franco-norte-americana Alcatel-Lucent explicitou hoje, durante o Mobile World Congress, a sua nova estratégia, redefinida depois da troca de cadeiras dos principais executivos no final do ano passado. As mudanças não isentaram nem a joint-venture firmada com a NEC, anunciada no mesmo evento do ano passado.
A parceria com a fabricante japonesa para otimizar os investimentos em LTE (quarta geração da telefonia celular) acabou. Segundo Adolfo Hernandez, presidente da empresa para Europa, Ásia e África, a Alcatel-Lucent decidiu aportar seus próprios recursos no desenvolvimento dessa tecnologia.
Outra mudança de foco refere-se ao WiMAX. Embora a empresa continue a investir no padrão nomádico (o padrão 802.16 E), ela não vai mais ampliar o desenvolvimento para o padrão móvel (o 802.16M). “O WiMAX não está morto, mas não colocaremos mais nossos esforços na mobilidade”, completou o executivo. Segundo ele, o WiMAX continua a ser uma boa alernativa para complementar a oferta do ADSL em regiões onde não há infraestrutura de telecomunicações e o custo do serviço é ainda alto.
Conforme Tim Krause, diretor de marketing, a empresa irá focar seus investimentos em quatro áreas: IP, óptica, banda larga fixa e móvel e aplicativos. Irá também criar soluções para os provedores de serviço, adotar as interfaces abertas e partir para a integração multivendor
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11112&Itemid=105
MMDS: Anatel aprova renovação das 11 autorizações. Preço sai depois.
13 de fevereiro de 2009
O Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou hoje o termo de autorização para explorar o serviço de MMDS (Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal), abrindo caminho para renovar as 11 autorizações, que vencem na próxima segunda-feira (16). O prazo da renovação ficou mesmo em 15 anos e a agência terá um prazo de 12 meses para precificar o uso das radiofrequências associadas. Ou seja, as operadoras vão assinar a prorrogação sem saber quanto vão pagar.
Segundo a conselheira Emília Ribeiro, atualmente o valor do uso das rediofrequências associadas é balisada pelo PPDUR (Preço Público pelo Direito de Uso de Radiofrequências), que é considerado muito baixo, em torno de R$ 9 mil. "Já há um consenso na Anatel de que esse valor precisa ser maior", disse. O cálculo do preço a ser cobrado seguirá um calendário e as operadoras deverão ser ouvidas.
A forma do pagamento também será debatida durante os 12 meses, se será de uma única vez, anual ou por percentual. Emília acredita que as operadoras não criarão problemas na questão da definição de um preço maior, descartando a possibilidade de que a questão seja levada à justiça.
Consulta
A apreciação das contribuições dadas pela sociedade, durante os 10 dias que a proposta do termo de autorização ficou em consulta pública, ficará para depois. As 35 contribuições estão ainda na área técnica da agência e o texto final deverá ser apreciado pela conselheira Emília Ribeiro, já que o relator anterior, Plínio de Aguiar, foi voto vencido. Ele propôs a prorrogação por apenas 10 anos.
A prorrogação aprovada hoje irá possibilitar a renovação das autorizações da Net, em Recife e Fortaleza; da TV Filme, em Goiânia, Brasília e Belém; Telefônica Sistema de Televisão (ex-TVA), no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo; TV show, em Fortaleza; e Horizonte Sul Comunicações, em Porto Alegre. O prazo é de 15 anos, sem direito à prorrogação.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=11073&Itemid=105
Pesquisa mostra que foram vendidos 35 milhões de modens 3G em 2008
O mercado mundial de modems de conexão à internet banda larga 3G somou em 2008 mais de 35 milhões de aparelhos vendidos mundialmente, sendo que a grande maioria se refere a modens USB vendidos pelas operadoras de telefonia móvel. Esses dispositivos muitas vezes são vendidos subsidiados, uma vez que são atrelados a planos de consumo de dados.
Outros cerca de 3,5 milhões que chegaram ao mercado são modens já embarcados em notebooks e netbooks, muito utilizados pelos fabricantes e oferecidos pelas operadoras em suas lojas próprias. No caso do Brasil, a TIM tem parceria com a HP e com a Asus para a venda de notebooks e netbooks com chips embarcados e com sua internet banda larga móvel ativa.
De acordo com a ABI Research, depois de anos de crescimento lento, o modem embutido nos computadores começa a dar sinais de ter entrado na rota de expansão acelerada, aumentando rapidamente os volumes de venda e excedendo as expectativas.
A ABI Research prevê que, com base em um bom resultado de 3,5 milhões de unidades em 2008, as vendas de modems embutidos em notebooks e netbooks mais do que duplicará neste ano. Assim, o mercado deve superar a marca das 7 milhões de unidades vendidas neste ano.
Da Redação
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=120156
Serviços de MMDS e de SCM têm definições conflitantes, diz procuradoria da Anatel
Se os operadores de MMDS estão tranquilos em relação à prorrogação para o uso do espectro de 2,5 GHz pelos próximos 15 anos, o mesmo não se pode dizer ao futuro do serviço. A procuradoria da Anatel já chamou a atenção para o fato, e ele promete voltar ao debate na discussão da revisão da Resolução 429/2006 (em princípio, pautada para março). Afinal, qual a diferença entre MMDS e o Serviço de Comunicação Multimídia. O MMDS é definido pela Norma 4/1994 e pode ser entendido como transmissão de quaisquer tipos de sinais ou a transmissão de sinais de imagens e sons, na visão da procuradoria da Anatel.
O problema é que o SCM, que também pode usar a faixa de 2,5 GHz, é definido como a oferta de capacidade de transmissão, emissão e recepção de informações multimídia a assinantes por qualquer meio. O regulamento do SCM faz a ressalva de que a definição não se confunde com TV por assinatura, incluindo MMDS. Mas dependendo da abrangência que seja dada ao MMDS, ele pode se confundir com o próprio SCM.
Essa abrangência de definição poderá afetar o valor do espectro, segundo a interpretação da procuradoria jurídica da Anatel, pelo menos nos pareceres que embasaram a discussão sobre a prorrogação das outorgas atuais. Segundo apurou este noticiário, a Anatel espera ter uma fórmula de cálculo do espectro do MMDS pronta em cerca de três meses. O termo para autorização do serviço, que ainda precisa ser assinado com as empresas, já incluiria esse preço.
Samuel Possebon
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=119916
Bornhausen também cobra Anatel sobre faixas de 2,5 GHz
Não é só a Abinee que está pressionando o Conselho Diretor da agilizar o leilão para as faixas de 3,5 GHz e a definição de regras para a faixa de 2,5 GHz.
O deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC) pretende retomar a pressão para que a Anatel volte a certificar e homologar equipamentos com a tecnologia WiMAX para as frequências de 2,5 GHz. O parlamentar pedirá na próxima terça-feira, 10, que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara agilize a realização de uma audiência pública sobre o tema para que o órgão regulador se explique publicamente sobre os motivos que levaram à suspensão da homologação, que já dura nove meses.
Bornhausen também espera que a agência reguladora atenda o pedido de informações feito no final de 2008 sobre este assunto. Até o momento, o material solicitado não chegou às mãos do parlamentar. A preocupação que ronda o Congresso Nacional, empresas e até mesmo alguns círculos dentro da própria Anatel é que a indústria brasileira seja penalizada pelas atitudes da agência reguladora, ficando de fora do comércio mundial de equipamentos em WiMAX por não ter seus produtos certificados pelo órgão nacional.
Mariana Mazza
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=122436
Abinee cobra urgência nas regras para 3,5 GHz e 2,5 GHz
O presidente da Abinee Humberto Barbato, acompanhado de seus vice-presidentes, Paulo Castelo Branco e Aluisio Byrro, esteve na última terça-feira, 3, reunido na Anatel com o embaixador Ronaldo Sardenberg e outros membros do conselho ditretor.
Barbato demonstrou sua preocupação aos dirigentes da agência com a demora na definição das regras para as frequências de 2,5 GHz e 3,5 GHz e como isso deverá impactar a indústria no segundo semestre deste ano. A Abinee também salientou a necessidade de a Anatel ter seu conselho diretor completo. "É hora de o Senado, o mais rapidamente possível, sabatinar o Sr. João Rezende, indicado para a quinta vaga no conselho diretor da Anatel. Enquanto isso não ocorrer, o conselho não decide e a indústria, sem a definição do espectro, não pode trabalhar", diz Barabato em nota.
Vale lembrar que a Anatel ainda não retomou a licitação para as faixas de 3,5 GHz e no caso da faixa de 2,5 GHz, além de não haver uma política para o uso desta porção do espectro (hoje destinada ao MMDS e ao SMP), a Anatel suspendeu sem dar explicações inclusive a homologação dos equipamentos. No caso da homologação, uma decisão poderia ter sido tomada pela agência independente de o conselho estar ou não completo, já que se trata de um procedimento burocrático. No entanto, a homologação está interrompida desde 2008 por uma ordem não justificada e sem formalização do conselho diretor.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=122416
Sardenberg pede 30 dias para analisar proposta de certificação de equipamentos para 2,5 GHz
Rafael Bitencourt
Solicitação do presidente da Anatel adia mais uma vez a decisão sobre a homologação para os sistemas WiMAX
O presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, solicitou ao conselho diretor prazo de 30 dias para analisar a proposta de certificação e homologação de equipamentos para a faixa de 2,5 GHz. A norma é relatada pela conselheira Emília Ribeiro, que em seu parecer sobre em defesa da homologação imediata fez uma dura crítica à forma como a decisão de suspensão foi tomada. Ela criticou o fato de o processo ter sido interrompido a partir de uma decisão tomada em reunião técnica, que, segundo ela, não podem ser utilizadas como fórum para deliberações sobre matérias de competência do conselho diretor ou das superintendências e gerências gerais.
A norma de certificação vem sendo cobrada há meses por operadoras e fornecedores de equipamentos para a tecnologia WiMAX, que estão impedidos de comercializar e implementar os equipamentos.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/sardenberg-pede-30-dias-para-analisar-proposta-de-certificacao-de-equipamentos-para-2-5-ghz
Anatel quer 12 meses para estabelecer o preço para a prorrogação das licenças de MMDS
Rafael Bitencourt
Neste período, a agência quer avaliar variáveis como tempo de utilização, área de atuação e largura de faixa.
O conselho diretor da Anatel decidiu nesta sexta-feira, 13, manter o prazo de quinze anos para prorrogação das licenças de uso das frequências em 2,5 GHz utilizadas pelas operadoras de MMDS. A decisão da diretoria veio acompanhada de um cronograma de de estudos para definir o valor que será cobrado pelo uso do espectro. A idéia é de que os preços sejam estabelecidos nos próximos 12 meses. O ato que formaliza a deliberação da agência deve ser publicado na próxima semana, em mais um capítulo da prorrogação das licenças de 11 operadoras de MMDS.
Segundo a conselheira Emília Ribeiro, a Anatel usará o prazo de 12 meses para avaliar os parâmetros de Preço Público pelo Direito de Uso de Radiofreqüências (PPDUR) – fórmula que considera variáveis de tempo de utilização, área de atuação, largura de faixa, frequência etc. Emília considera que neste período as empresas com licenças MMDS serão chamadas para opinarem sobre o valor das frequências.
A conselheira também informou que, durante a reunião do conselho diretor, foi aprovado o termo de autorização submetido a consulta pública nos últimas semanas. No termo, há uma cláusula que dá o direito, a qualquer tempo, de a agência modificar a destinação de uso da radiofreqüência ou faixa em questão. A mesma cláusula também estabelece que a agência pode alterar a ordem de potências para a faixa, ou outras características técnicas, "desde que o interesse público ou o cumprimento de convenções ou tratados internacionais assim o determine".
A faixa de 2,5 GHz é alvo de disputa entre as operadoras de MMDS e as celulares. As primeiras querem o espectro para a tecnologia WiMAX, que permitirá a oferta de triple play, enquanto as celulares enxergam no 2,5 GHz o caminho evolutivo para a quarta geração.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/anatel-quer-12-meses-para-estabelecer-o-preco-para-a-prorrogacao-das-licencas-de-mmds
Anatel anula artigo que abria caminho para a prorrogação tácita das licenças de MMDS
Marineide Marques
Com isso, a agência revoga a regra que a obrigava a manifestar-se até 12 meses após a indicação de interesse das empresas.
Um ato publicado nesta sexta-feira, 13, pela Anatel pode aumentar o impasse em torno da renovação das licenças de MMDS, que vencem em fevereiro e ocupam a disputada faixa de 2,5 GHz. Para por um fim aos questionamentos quanto ao cumprimento dos prazos do processo de prorrogação das licenças, a agência decidiu simplesmente revogar o parágrafo que estabelecia o prazo máximo de 12 meses para que ela respondesse à manifestação de interesse das operadoras.
O ato 763 publicado no Diário Oficial da União anula o terceiro parágrafo do artigo 56 do regulamento de uso do espectro, sob a justificativa de que ele contém vício de legalidade. O parágrafo em questão diz que caso “a agência não se manifeste no prazo de 12 (doze) meses, contado do protocolo do requerimento referido no parágrafo anterior, a prorrogação restará tacitamente aprovada, nas mesmas condições de operação anteriormente autorizada desde que não contrarie a regulamentação vigente”.
O parágrafo anterior estabelece que a prorrogação deve ser requerida até três anos antes do vencimento do prazo original. As operadoras de MMDS alegam que cumpriram o prazo, mas não receberam a resposta formal da Anatel nos 12 meses subseqüentes como obriga a lei. Informalmente, a Anatel vinha justificando que havia cumprido o prazo ao remeter às operadoras um comunicado sobre o andamento do processo. Na prática, as empresas entendiam que faltavam informações, pois nem todas as condições da prorrogação estavam fechadas, a exemplo do preço a ser pago.
Agora, com a consulta pública do termo de prorrogação, encerrada esta semana, o assunto voltou à tona com a manifestação das operadoras, contrárias ao procedimento adotado pela Anatel. No documento, a Anatel se reserva o direito de modificar a destinação da faixa a qualquer tempo e informa que os valores para prorrogação serão estabelecidos “a partir de metodologia a ser desenvolvida pela Anatel, considerando, entre outros, a avaliação dos negócios empresariais, a projeção de lucros e as taxas de risco, de atratividade e retorno do negócio”. As operadoras não gostaram dos termos do documento e pediram a anulação de todo o processo, por enteder que as licenças já estão automaticamente renovadas.
Para fugir dessa interpretação, a Anatel publicou o ato no DO nesta sexta-feira, o que deve acirrar os ânimos em torno do assunto. No cerne da questão está o destino da faixa de 2,5 GHz, disputada entre as operadoras de MMDS e as celulares. No ato, a Anatel justifica que a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) não prevê a possibilidade de prorrogação tácita da autorização de uso de radiofreqüências, motivo pelo qual a agência deve “anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade”.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/anatel-anula-artigo-que-previa-prorrogacao-tacita-para-as-licencas-de-mmds
quarta-feira, 4 de março de 2009
800 milhões terão acesso a WiMAX em 2010
Dados do WiMAX Fórum indicam que até o fim de 2010, mais de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo terão acesso a redes de fio WiMAX. Atualmente existem 460 implementações desse tipo de rede em todo o mundo que proporcionam acesso a 430 milhões de pessoas em 135 países. Grande parte do crescimento esperado nestes dois próximos anos será devido às instalações previstas no Brasil e Índia.
Segundo Ron Resnick, presidente do fórum, "Esses números revelam que o ecossistema do WiMAX móvel vem tendo um crescimento forte, que ganhará mais impulso com o início da certificação de produtos na banda 3,5 GHz". Essa banda vem sendo chamada pelo mercado de quarta geração, ou simplesmente 4G.
Segundo o executivo, empresas como a Samsung e a ZTE já tem o selo de aprovação e certificação de produtos para acesso à rede WiMAX em 3,5GHz. Até 2011 espera-se que mais de 100 produtos de diversos fabricantes estejam certificados para acessar a rede sem fio, em todo o mundo.
Para a Intel, a rede WiMAX está ajudando a inclusão digital no mundo. Segundo Sean Maloney, Vice presidente executivo da empresa, 2008 entrará na história como o “ano em que o WiMAX se tornou uma realidade mundial".
Maloney afirmou que "Em mercados emergentes e maduros, empresas e governos estão implantando redes WiMAX 4G para ajudar a reduzir a exclusão digital e tornar acessível aos seus cidadãos a banda larga super-rápida".
Para ele, o WiMax não é a tecnologia do futuro, mas do presente. O Executivo afirmou que "Como muitos países olham para a banda larga como alavanca para recuperação econômica em 2009, é bom que saibam que o WiMAX está pronto. É uma realidade hoje. A tecnologia certa, no momento certo".
FONTE: Convergência Digital