Por Lia Ribeiro Dias
11 de agosto de 2009
Parceira das principais operadoras de cabo dos Estados Unidos no desenvolvimento de soluções de portabilidade para a plataforma WiMAX, a Clearwire está, no momento, desenvolvendo uma experiência em Portland, com velocidade média de 6,5 Mbps (pico de 19 Mbps) contra 1,4 Mbps em média da rede HSPA que opera na mesma cidade. Nessa experiência, para oferta da banda larga nessas velocidades são usados apenas 30 MHz.
A experiência da Clearwire, que está montando uma rede de inovação em WiMAX no Vale do Silício com parceiros como Intel, Cisco e Google, foi apresentada hoje, no Congresso ABTA 2009, que se realiza em São Paulo, por Ali Tabassi, responsável pela área de standards da empresa. Ele destacou, ainda, que o WiMAX já é uma tecnologia do presente, com um grande número de aplicações disponíveis e mais de cem tipos de dispositivos de acesso até o final do ano, número ampliado graças à utilização do WiFi como hot spot do backbone WiMAX.
Tanto Ali Tabassi quanto Tim Hewitt, executivo da WiMAX Fórum, deram destaque ao uso da plataforma WiMAX no provimento da banda larga, seja fixa seja em soluções de mobilidade. O que chamou a atenção do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), um dos comentaristas. Ele observou que se é para fazer banda larga, e não vídeo, o MMDS não precisa de mais espectro dos que os 50 MHz que lhe estão destinados na consulta pública lançada pela Anatel. “Para conseguirem mais, os operadores precisam demonstrar que a oferta de triple play tem de ser encarada como política pública”. E esse, como reconheceu o secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins, não é o entendimento do governo, que na destinação das freqüências de 2,5 MHz, decidiu privilegiar a banda larga.,
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