Rio Wireless: reinvindicações e perspectivas
Tecnologia - Artigos
por Paula Cabral de Menezes
16-Apr-2009
Espectro, espectro e mais espectro para a banda larga. Esta foi a palavra de ordem entre todos os representantes de operadoras móveis e fabricantes de aparelhos e componentes. Reunidos durante a 9ª. Rio Wireless, realizada no dia 15 de abril em um hotel da Barra da Tijuca, o crescimento exponencial do uso da banda larga do Brasil foi outro ponto bastante discutido entre os representantes das operadoras e vendors presentes.
Maurício Cascão, gerente de Inovação e Tecnologia da TIM, destacou que a condição para consolidar a oferta de serviços é a regulamentação da freqüência do espectro. "A garantia de alocação de novas bandas é fundamental para se continuar crescendo com qualidade".
Segundo Paulo César Pereira Teixeira, vice-presidente de Operações da Vivo, o Brasil é o quinto maior mercado em número de celulares, com mais de 150 milhões de clientes, mas ainda tem muito espaço para crescer no uso da tecnologia 3G.
"O País tem grande potencial de crescimento, a penetração do 3G chega apenas a 2,1% da população, de acordo com o último levantamento da consultoria Com Score, de março deste ano, atrás da Espanha (37,2%), Estados Unidos (28,4%), Reino Unido (27,6%) e Alemanha (23,9%). E nós já temos uma tecnologia madura", diz Teixeira.
Paulo Breviglieri, diretor corporativo sênior e country manager da Qualcomm Brasil, destaca que a previsão anual de crescimento do 3G é de 29% e estudos indicam que em 2013 os acessos 3G devem responder por mais de 80% do tráfego em banda larga sem fio.
Para o vice-presidente da Vivo, um dos entraves ao crescimento é a carga tributária brasileira que, em 2001, segundo o IBRE/FGV, era de 32,7%, e em 2008 chegava a 42%. "Enquanto nós estamos falando, a carga tributária não para de crescer. E esta elevada carga impacta diretamente no consumidor final".
Além dos impostos, ele também aponta outros pontos críticos, como o alto preço dos devices, qualificação do atendimento, geração de conteúdo, performance dos serviços e cobertura da rede.
Desenvolver aplicativos que não ocupem muito espaço de banda é uma das estratégias da Research in Motion (RIM), fabricante dos smarthphones BlackBerrys, para manter seu crescimento. "Sempre trabalhamos com transmissão de dados sem fio", diz Moacyr Queirolo, manager da RIM.
"Sabemos quanto custa o espaço de banda e entregar uma solução que custa menos garante a saúde financeira da operadora e a experiência de mobilidade do usuário".
Receitas tímidas
Cascão destaca que apesar da receita com serviços 3G ainda ter sido tímida em 2008, a previsão é de que até 2011 a telefonia móvel supere a fixa. "E quanto vale este mercado? Nós estamos atacando em todas as frentes e acreditamos que as perspectivas de crescimento são muito boas. A chamada geração XY, que agora está em torno de 20 anos, será grande usuária de serviços. Eles querem riqueza e fama, consideram o email ‘careta' e, para eles, um PC sem conexão é um PC quebrado. Precisamos entender o que eles querem, precisamos oferecer serviços mais adequados e eficientes para os seus smarthphones, que são computadores de bolso".
Ainda segundo Cascão, o modelo de negócios da telefonia precisa ser repensado. "Antigamente, voz e mobilidade eram serviços de alto valor agregado. Agora a oferta de voz é mais um serviço dentro do tubo de dados. Nós poderemos ter dentro deste tudo uma série de serviços providos por terceiros que podem até concorrer com os nossos. Precisamos ter ofertas taylor made, ofertas convergentes, serviço qualificado e uma estrutura de custos competitiva. E também temos o compromisso de fazer um lançamento inovador por mês".
Jornalista especializada em gestão de TI, atuou nos últimos três anos como editora de Tecnologia do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, editando duas páginas diárias sobre como a tecnologia agrega valor aos negócios. Vencedora do Prêmio Seprorj 2008 - categoria jornal - com a matéria "Inteligência Aplicada", sobre o Laboratório de Inteligência Computacional da PUC/RJ e os projetos para a Petrobras
http://www.e-thesis.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5131&Itemid=117
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