sexta-feira, 17 de abril de 2009

LTE e WiMAX para aumentar fidelidade, reduzir churn e garantir receita



e-serie WiMAX - Opinião Abalizada
por Frost & Sullivan
16-Apr-2009
A próxima geração de tecnologias sem fio - 3G LTE e WiMAX móvel - incitará os operadores à adoção de uma mentalidade de "acesso aberto", por qualquer dispositivo de cliente conectado, modelo Internet, a partir do advento dos novos dispositivos de eletrônica de consumo (CPE). Isto, por sua vez, levará a uma maior solidez na prestação do serviço e à redução do churn. Enquanto as operadoras resistirem à vontade de bloquear suas redes de acesso aos seus clientes de banda larga, mais smartphones, UMPCs, (PCs ultra móveis), aparelhos portáteis e CPEs estarão ligados a essas redes, o que levará ao incremento das receitas das operadores móveis (MNO). As constatações são do novo estudo da Frost & Sullivan, "European Mobile Broadband (EuMoBro)", que trata da disputa entre 3G, LTE e WiMAX móvel do ponto de vista da oportunidade estratégica do mercado de mobilidade, e encara o WiMAX e a LTE como as duas tecnologias que podem salvar o mundo móvel.
Durante o ano passado, houve uma explosão no uso dos dados móveis - entre seis a 14 vezes mais dados são utilizados em redes móveis de banda larga, hoje, do que há um ano. Esta realidade é impulsionada pela taxa fixa (flat fee) e a alta velocidade de banda larga móvel disponível (HSDPA/HSPA). A média de usuários que faz download pulou de mais de 5GB por mês, para de 9GB a 11GB. Embora os dados de tráfego aumentem, as receitas estão, infelizmente, estáveis. As operadoras vivem pela primeira a divergência entre receita e tráfego, devido às novas cargas de dados e os modelos de preços fixos. Em conseqüência, o custo da rede diminui e a F&S nota que há uma forte concentração no campo da 3G LTE sobre a margem e os custos de produção. Mas será necessário, também, que as operadoras sejam mais inovadoras nas ofertas de serviços.
Luke Thomas, diretor de programa da F&S afirmou que "ao invés de proporcionar contratos ilimitados de tráfego por taxa fixa, as operadoras terão de ser mais inovadoras em suas estratégias de preços de forma a se diferenciar da concorrência e, ao mesmo tempo, garantir que isto não seja muito complicado ou pouco transparente para a compreensão do usuário". "Além disso, as operadoras devem pôr em prática ferramentas de gestão capazes de gerenciar o tráfego através de políticas de QoS, níveis de prioridade de acesso e fluxo baseado em processamento. Tais ativos de tráfego de gestão garantirão que as operadoras não maculem sua imagem através da imposição enormes taxas para acesso em banda larga móvel em alta velocidade ", disse Thomas.
Quanto ao tempo de mercado, o estudo da F&S é enfático: "Se uma operadora móvel decidiu implantar 3G LTE para 2010/2011, ela deve começar imediatamente a melhorar seu backhaul, pois cada estação de base LTE necessita de um mínimo de 200-300Mbps de capacidade de backhaul", disse o analista.
As operadoras móveis avaliam atualmente a alta capacidade ponto-a-ponto das ligações via microondas e sua retransmissão para o backbone. No entanto, algumas consideram a redução adicional de Capex sobre o backhaul 3G LTE, através de subsídios de ativação de femtocells, enquanto os assinantes móveis pagariam pelo retorno. A implantação de femtocells, no entanto, exige cuidadoso planejamento para evitar qualquer interferência entre os níveis macrocell e femtocell. "Ao invés de proporcionar contratos flat fee ilimitados ou tarifas para tráfego 3G LTE e WiMAX móvel, as operadores devem ser mais inovadoras com as suas estratégias de preços de forma a diferenciar-se da concorrência", concluiu o analista.

http://www.e-thesis.inf.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5126&Itemid=117

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