segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Para o presidente da Sky, proposta para a faixa de 2,5 GHz deve parar na Justiça.
Marineide Marques
Anatel desafia as operadoras de MMDS a convencê-la a mudar a proposta de uso da faixa
A proposta da Anatel de retirar parte do espectro das operadoras de TV paga em favor do Serviço Móvel Pessoal (SMP) deve parar na Justiça. A avaliação é do presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, para quem as operadoras de MMDS deverão buscar todos os caminhos para assegurar seus direitos. “Se eu fosse dono de uma operação e o governo confiscasse o que me foi dado em contrato, eu iria buscar os meus direitos”, disse ele. A própria Sky é dona de uma operação de MMDS, a ITSA,adquirida no ano passado com o objetivo de complementar a oferta com o serviço de banda larga via WiMAX.
Baptista pondera que a Anatel erra ao atrelar o uso do espectro a um determinado serviço, no caso a TV paga. “O ideal seria receber o espectro e poder usá-lo como quiser”, disse ele, que deseja a faixa de 2,5 GHz apenas para banda larga. Na avaliação do executivo, o MMDS como serviço de TV por assinatura, acaba se prevalecer a proposta colocada em consulta pública pela Anatel, que reduz de 186 MHz para 50 MHz a faixa de espectro para essas operadoras a partir de 2016. “Ainda vamos avaliar o que fazer”, afirmou, referindo-se à ITSA.
Para o diretor de Planejamento da Sky, Roger Haick, não há modelo de negócios possível com 50 MHz. Em resposta, o superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, desafiou as operadoras a participarem da consulta pública com contribuições “que tragam informações precisas sobre o mercado”, capazes de convencer a Anatel de que elas precisam de mais largura de banda. “Não adianta tentar só dizer o que vai acontecer no futuro”, afirmou Minassian, que participou do primeiro dia do Congresso ABTA 2009.
Ele evitou fazer comparações entre as várias tecnologias de TV paga, mas destacou que o cabo e o satélite (DTH) estão buscando seus nichos de mercado. “No MMDS, estamos rodando em círculos e muita gente não está fazendo nada”, disse ele, lembrando que em um ano, os novos players do mercado de DTH já abocanharam 1% do mercado de TV por assinatura.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/para-o-presidente-da-sky-proposta-para-a-faixa-de-2-5-ghz-deve-parar-na-justica
Anatel desafia as operadoras de MMDS a convencê-la a mudar a proposta de uso da faixa
A proposta da Anatel de retirar parte do espectro das operadoras de TV paga em favor do Serviço Móvel Pessoal (SMP) deve parar na Justiça. A avaliação é do presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, para quem as operadoras de MMDS deverão buscar todos os caminhos para assegurar seus direitos. “Se eu fosse dono de uma operação e o governo confiscasse o que me foi dado em contrato, eu iria buscar os meus direitos”, disse ele. A própria Sky é dona de uma operação de MMDS, a ITSA,adquirida no ano passado com o objetivo de complementar a oferta com o serviço de banda larga via WiMAX.
Baptista pondera que a Anatel erra ao atrelar o uso do espectro a um determinado serviço, no caso a TV paga. “O ideal seria receber o espectro e poder usá-lo como quiser”, disse ele, que deseja a faixa de 2,5 GHz apenas para banda larga. Na avaliação do executivo, o MMDS como serviço de TV por assinatura, acaba se prevalecer a proposta colocada em consulta pública pela Anatel, que reduz de 186 MHz para 50 MHz a faixa de espectro para essas operadoras a partir de 2016. “Ainda vamos avaliar o que fazer”, afirmou, referindo-se à ITSA.
Para o diretor de Planejamento da Sky, Roger Haick, não há modelo de negócios possível com 50 MHz. Em resposta, o superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, desafiou as operadoras a participarem da consulta pública com contribuições “que tragam informações precisas sobre o mercado”, capazes de convencer a Anatel de que elas precisam de mais largura de banda. “Não adianta tentar só dizer o que vai acontecer no futuro”, afirmou Minassian, que participou do primeiro dia do Congresso ABTA 2009.
Ele evitou fazer comparações entre as várias tecnologias de TV paga, mas destacou que o cabo e o satélite (DTH) estão buscando seus nichos de mercado. “No MMDS, estamos rodando em círculos e muita gente não está fazendo nada”, disse ele, lembrando que em um ano, os novos players do mercado de DTH já abocanharam 1% do mercado de TV por assinatura.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/para-o-presidente-da-sky-proposta-para-a-faixa-de-2-5-ghz-deve-parar-na-justica
Ausência de celulares baratos ainda inibe a 3G na América Latina
Marineide Marques
VP da Qualcomm aposta nos terminais de baixo custo e variedade de planos tarifários para disseminação da tecnologia
Celulares de terceira geração (3G) de baixo custo e oferta de uma maior variedade de planos tarifários serão decisivos para o crescimento da base de assinantes 3G na América Latina, na opinião da vice-presidente da Qualcomm para as Américas e Índia, Peggy Johnson. “Estamos bastante otimistas quanto ao futuro do WCDMA na região”, disse ela, que visita o Brasil esta semana e apresenta-se nesta quarta-feira no Congresso ABTA 2009.
Peggy destaca que apesar do esforço da indústria para disseminar a tecnologia, o mercado ainda carece de celulares 3G de baixo custo. A Qualcomm contabiliza cerca de 80 modelos na tecnologia 3G, mas quase que totalmente concentrados na faixa mais cara. No tocante aos planos tarifários para banda larga, o presidente da Qualcomm do Brasil, Paulo Breviglieri, destaca que as operadoras estão cada vez mais criativas na oferta de planos de dados que atendam aos vários perfis de clientes, em comparação à primeira fase da 3G, quando só havia planos ilimitados de dados.
Com base em pesquisas internacionais, Peggy avalia que a partir de 2010 o volume de celulares 3G deve ultrapassar as vendas de modelos de segunda geração. “As economias emergentes terão papel preponderante neste crescimento”, avaliou a executiva. Para a América Latina, a projeção é de que o mercado de reposição – com forte predominância da 3G – responda por 75% das vendas de celulares este ano. O porcentual deve crescer para 93% em 2014.
Na região, a expectativa é de que as vendas de terminais WCDMA ultrapassem os mercados dos Estados Unidos/Canadá, China, Índia e Japão até 2011. Além da maior densidade populacional da América Latina, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de que a Índia ainda não licitou as frequências de 3G, ao passo que a China trabalha com um padrão próprio de terceira geração.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/ausencia-de-celulares-baratos-ainda-inibe-a-3g-na-america-latina
VP da Qualcomm aposta nos terminais de baixo custo e variedade de planos tarifários para disseminação da tecnologia
Celulares de terceira geração (3G) de baixo custo e oferta de uma maior variedade de planos tarifários serão decisivos para o crescimento da base de assinantes 3G na América Latina, na opinião da vice-presidente da Qualcomm para as Américas e Índia, Peggy Johnson. “Estamos bastante otimistas quanto ao futuro do WCDMA na região”, disse ela, que visita o Brasil esta semana e apresenta-se nesta quarta-feira no Congresso ABTA 2009.
Peggy destaca que apesar do esforço da indústria para disseminar a tecnologia, o mercado ainda carece de celulares 3G de baixo custo. A Qualcomm contabiliza cerca de 80 modelos na tecnologia 3G, mas quase que totalmente concentrados na faixa mais cara. No tocante aos planos tarifários para banda larga, o presidente da Qualcomm do Brasil, Paulo Breviglieri, destaca que as operadoras estão cada vez mais criativas na oferta de planos de dados que atendam aos vários perfis de clientes, em comparação à primeira fase da 3G, quando só havia planos ilimitados de dados.
Com base em pesquisas internacionais, Peggy avalia que a partir de 2010 o volume de celulares 3G deve ultrapassar as vendas de modelos de segunda geração. “As economias emergentes terão papel preponderante neste crescimento”, avaliou a executiva. Para a América Latina, a projeção é de que o mercado de reposição – com forte predominância da 3G – responda por 75% das vendas de celulares este ano. O porcentual deve crescer para 93% em 2014.
Na região, a expectativa é de que as vendas de terminais WCDMA ultrapassem os mercados dos Estados Unidos/Canadá, China, Índia e Japão até 2011. Além da maior densidade populacional da América Latina, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de que a Índia ainda não licitou as frequências de 3G, ao passo que a China trabalha com um padrão próprio de terceira geração.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/ausencia-de-celulares-baratos-ainda-inibe-a-3g-na-america-latina
TVs pagas já admitem o fim do MMDS
Por Fatima Fonseca
11 de agosto de 2009
Os operadores de TV por assinatura já formaram suas opiniões sobre o futuro do MMDS no país e elas estão divididas: a maioria afirma que, mantidas as atuais propostas de destinação das faixas de frequência de 2,5 GHz colocadas em consulta pública e que transferem 140 MHz do MMDS para o SMP até 2015 (reserva apenas 50 MHz para o MMDS) significa o fim das operações por micro-ondas no país. A exceção foi a presidente da TVA Leila Loria, que acredita que há chances de se reverter a proposta em discussão. O assunto foi um dos temas de destaque na abertura do congresso da ABTA 2009, aberto hoje em São Paulo. “O MMDS está ameaçado por uma consulta pública, inviabilizando a TV paga e a banda larga em várias cidades do país, indo na contramão da universalização da banda larga”, afirmou Alexandre Annenberg, presidente da ABTA.
“O MMDS do jeito que está a consulta pública vai acabar, porque deixa o espectro limitado”, completou o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista. “Está-se cometendo um novo erro com o mesmo viés do passado”, afirmou, defendendo que o ideal seria um consenso, “ter um limite de dotação do espectro independente de freqüência”, o que não acontece, segundo ele, porque “não querem concorrência”. A Sky finalizou este ano a compra da ITSA (Mais TV, antiga TV Filme), operadora de MMDS com a intenção entrar no mercado de banda larga. “Agora, não sei o que vou fazer com essa operação”, afirmou.
O presidente da Net, José Felix, disse que sua maior preocupação hoje é com o cabo e não com o MMDS. A Net tem três operações em MMDS (em Curitiba, Porto Alegre e Recife) e o maior problema, segundo ele, é em Recife, onde a empresa tem 31 canais, que ocupam atualmente 186 MHz. “Não sei como vamos resolver em Recife, talvez, digitalizar, fazer um investimento para o remanejamento dos canais”. Para Felix, o maior problema é que o país está “dando um passo contrário à competição e pró-concentração. Não tenho dúvida de que as freqüências ficarão nas mãos dos grandes grupos”, destacou. A aposta da Net, no entanto, sempre foi no cabo, enfatizou.
Já a presidente da TVA está otimista quanto a possibilidade de se reverter a proposta colocada em consulta pública. “Estamos vivendo de novo o que houve há três anos, quando tivemos uma consulta pública parecida com essa, embora não tão drástica. Durantre 14 meses trabalhamos junto a Anatel e depois saiu o regulamento para a primeira rede multisserviços”, lembrou Leila Loria.
11 de agosto de 2009
Os operadores de TV por assinatura já formaram suas opiniões sobre o futuro do MMDS no país e elas estão divididas: a maioria afirma que, mantidas as atuais propostas de destinação das faixas de frequência de 2,5 GHz colocadas em consulta pública e que transferem 140 MHz do MMDS para o SMP até 2015 (reserva apenas 50 MHz para o MMDS) significa o fim das operações por micro-ondas no país. A exceção foi a presidente da TVA Leila Loria, que acredita que há chances de se reverter a proposta em discussão. O assunto foi um dos temas de destaque na abertura do congresso da ABTA 2009, aberto hoje em São Paulo. “O MMDS está ameaçado por uma consulta pública, inviabilizando a TV paga e a banda larga em várias cidades do país, indo na contramão da universalização da banda larga”, afirmou Alexandre Annenberg, presidente da ABTA.
“O MMDS do jeito que está a consulta pública vai acabar, porque deixa o espectro limitado”, completou o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista. “Está-se cometendo um novo erro com o mesmo viés do passado”, afirmou, defendendo que o ideal seria um consenso, “ter um limite de dotação do espectro independente de freqüência”, o que não acontece, segundo ele, porque “não querem concorrência”. A Sky finalizou este ano a compra da ITSA (Mais TV, antiga TV Filme), operadora de MMDS com a intenção entrar no mercado de banda larga. “Agora, não sei o que vou fazer com essa operação”, afirmou.
O presidente da Net, José Felix, disse que sua maior preocupação hoje é com o cabo e não com o MMDS. A Net tem três operações em MMDS (em Curitiba, Porto Alegre e Recife) e o maior problema, segundo ele, é em Recife, onde a empresa tem 31 canais, que ocupam atualmente 186 MHz. “Não sei como vamos resolver em Recife, talvez, digitalizar, fazer um investimento para o remanejamento dos canais”. Para Felix, o maior problema é que o país está “dando um passo contrário à competição e pró-concentração. Não tenho dúvida de que as freqüências ficarão nas mãos dos grandes grupos”, destacou. A aposta da Net, no entanto, sempre foi no cabo, enfatizou.
Já a presidente da TVA está otimista quanto a possibilidade de se reverter a proposta colocada em consulta pública. “Estamos vivendo de novo o que houve há três anos, quando tivemos uma consulta pública parecida com essa, embora não tão drástica. Durantre 14 meses trabalhamos junto a Anatel e depois saiu o regulamento para a primeira rede multisserviços”, lembrou Leila Loria.
Anatel quer que operadoras de MMDS justifiquem queda no número de assinantes
Marineide Marques
Agência também monitora crescimento no número de pedidos por canal de retorno para prestação de banda larga
A Superintendência de Comunicação de Massa da Anatel quer que algumas operadoras de MMDS expliquem porque vêm registrando queda no tráfego em suas redes e encolhimento no número de assinantes. Segundo o superintendente da agência, Ara Apkar Minassian, foram enviadas correspondências para “quatro ou cinco” operadoras com este perfil. “Pegamos aquelas que mais chamaram a atenção pela redução do tráfego”, afirmou.
Ele explica que as informações poderão servir de subsídio para a próxima rodada de renovação de licenças de MMDS, prevista para 2013. “Eu preciso ter argumentos para justificar as decisões”, disse ele, que esteve presente nesta terça-feira, 11, no primeiro dia do Congresso ABTA 2009, organizado pela Converge Comunicação.
A Anatel também vem monitorando outro movimento por parte das operadoras de MMDS. Segundo Minassian, nas últimas semanas cresceu o número de empresas que recorreu à agência pedindo canal de retorno para prestação de serviço de banda larga. O canal é necessário para que as operadoras prestem o serviço de valor agregado (SVA) com a outorga de MMDS. “Não pediram antes porque não vislumbraram a oportunidade. E agora todo mundo quer?”, questionou Minassian, sugerindo que o recente interesse esteja diretamente ligado à discussão em torno da retirada de parte do espectro das operadoras de MMDS.
Segundo o superintendente da Anatel, menos de 40 empresas, de um total de 82 outorgas concedidas, tinham autorização da Anatel para oferta de banda larga como SVA. O canal de retorno era concedido de forma gratuita pela Anatel até 2006, quando a resolução 429 encerrou a prática ao reservar parte do espectro para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).
http://www.telecomonline.com.br/noticias/anatel-quer-que-operadoras-de-mmds-justifiquem-queda-no-numero-de-assinantes
Agência também monitora crescimento no número de pedidos por canal de retorno para prestação de banda larga
A Superintendência de Comunicação de Massa da Anatel quer que algumas operadoras de MMDS expliquem porque vêm registrando queda no tráfego em suas redes e encolhimento no número de assinantes. Segundo o superintendente da agência, Ara Apkar Minassian, foram enviadas correspondências para “quatro ou cinco” operadoras com este perfil. “Pegamos aquelas que mais chamaram a atenção pela redução do tráfego”, afirmou.
Ele explica que as informações poderão servir de subsídio para a próxima rodada de renovação de licenças de MMDS, prevista para 2013. “Eu preciso ter argumentos para justificar as decisões”, disse ele, que esteve presente nesta terça-feira, 11, no primeiro dia do Congresso ABTA 2009, organizado pela Converge Comunicação.
A Anatel também vem monitorando outro movimento por parte das operadoras de MMDS. Segundo Minassian, nas últimas semanas cresceu o número de empresas que recorreu à agência pedindo canal de retorno para prestação de serviço de banda larga. O canal é necessário para que as operadoras prestem o serviço de valor agregado (SVA) com a outorga de MMDS. “Não pediram antes porque não vislumbraram a oportunidade. E agora todo mundo quer?”, questionou Minassian, sugerindo que o recente interesse esteja diretamente ligado à discussão em torno da retirada de parte do espectro das operadoras de MMDS.
Segundo o superintendente da Anatel, menos de 40 empresas, de um total de 82 outorgas concedidas, tinham autorização da Anatel para oferta de banda larga como SVA. O canal de retorno era concedido de forma gratuita pela Anatel até 2006, quando a resolução 429 encerrou a prática ao reservar parte do espectro para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).
http://www.telecomonline.com.br/noticias/anatel-quer-que-operadoras-de-mmds-justifiquem-queda-no-numero-de-assinantes
Clearwire diz que modelo brasileiro para 2,5 GHz não permite crescimento
terça-feira, 11 de agosto de 2009, 17h02
O vice-presidente de ecossistema e standard global da Clearwire, Ali Tabassi, comentou a nova destinação proposta pela Anatel à faixa de 2,5 GHz. Para ele, a proposta da Anatel impede o crescimento da operação de WiMAX. "50 MHz é bom para o começo, mas não dá oportunidade para crescer", diz ele lembrando que o espectro destinado ao MMDS pode ser ainda menor considerando a necessidade de uma banda de guarda de 5 MHz de cada lado. Tabassi também lembra que no modelo proposto caberia apenas uma operadora de WiMAX, ou duas com apenas 25 MHz cada. Em Portland nos EUA, a Clearwire iniciou a operação com 30 MHz, mas tem espaço para crescer até 120 MHz.
Outra crítica do executivo é com relação à proibição dos interessados em WiMAX de usar a tecnologia com mobilidade. O executivo afirma que o órgão regulador precisa "criar igualdade e não desigualdade", e pergunta: "por que o FDD é móvel e o TDD não é?", pergunta ele. Na verdade, a faixa FDD (das pontas do espectro) é móvel porque será destinada ao SMP, enquanto que o TDD (centro da faixa) é fixo porque ficou destinado ao SCM e ao MMDS. No edital de venda das novas faixas em 2,5 GHz, a Anatel poderá permitir a mobilidade na faixa de 2,5 GHz também para os blocos TDD, embora isso seja pouco provável uma vez que o debate em torno do assunto ainda está cru na agência.
Helton Posseti
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142763
O vice-presidente de ecossistema e standard global da Clearwire, Ali Tabassi, comentou a nova destinação proposta pela Anatel à faixa de 2,5 GHz. Para ele, a proposta da Anatel impede o crescimento da operação de WiMAX. "50 MHz é bom para o começo, mas não dá oportunidade para crescer", diz ele lembrando que o espectro destinado ao MMDS pode ser ainda menor considerando a necessidade de uma banda de guarda de 5 MHz de cada lado. Tabassi também lembra que no modelo proposto caberia apenas uma operadora de WiMAX, ou duas com apenas 25 MHz cada. Em Portland nos EUA, a Clearwire iniciou a operação com 30 MHz, mas tem espaço para crescer até 120 MHz.
Outra crítica do executivo é com relação à proibição dos interessados em WiMAX de usar a tecnologia com mobilidade. O executivo afirma que o órgão regulador precisa "criar igualdade e não desigualdade", e pergunta: "por que o FDD é móvel e o TDD não é?", pergunta ele. Na verdade, a faixa FDD (das pontas do espectro) é móvel porque será destinada ao SMP, enquanto que o TDD (centro da faixa) é fixo porque ficou destinado ao SCM e ao MMDS. No edital de venda das novas faixas em 2,5 GHz, a Anatel poderá permitir a mobilidade na faixa de 2,5 GHz também para os blocos TDD, embora isso seja pouco provável uma vez que o debate em torno do assunto ainda está cru na agência.
Helton Posseti
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142763
WiMAX usa só 30 MHz para a banda larga
Por Lia Ribeiro Dias
11 de agosto de 2009
Parceira das principais operadoras de cabo dos Estados Unidos no desenvolvimento de soluções de portabilidade para a plataforma WiMAX, a Clearwire está, no momento, desenvolvendo uma experiência em Portland, com velocidade média de 6,5 Mbps (pico de 19 Mbps) contra 1,4 Mbps em média da rede HSPA que opera na mesma cidade. Nessa experiência, para oferta da banda larga nessas velocidades são usados apenas 30 MHz.
A experiência da Clearwire, que está montando uma rede de inovação em WiMAX no Vale do Silício com parceiros como Intel, Cisco e Google, foi apresentada hoje, no Congresso ABTA 2009, que se realiza em São Paulo, por Ali Tabassi, responsável pela área de standards da empresa. Ele destacou, ainda, que o WiMAX já é uma tecnologia do presente, com um grande número de aplicações disponíveis e mais de cem tipos de dispositivos de acesso até o final do ano, número ampliado graças à utilização do WiFi como hot spot do backbone WiMAX.
Tanto Ali Tabassi quanto Tim Hewitt, executivo da WiMAX Fórum, deram destaque ao uso da plataforma WiMAX no provimento da banda larga, seja fixa seja em soluções de mobilidade. O que chamou a atenção do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), um dos comentaristas. Ele observou que se é para fazer banda larga, e não vídeo, o MMDS não precisa de mais espectro dos que os 50 MHz que lhe estão destinados na consulta pública lançada pela Anatel. “Para conseguirem mais, os operadores precisam demonstrar que a oferta de triple play tem de ser encarada como política pública”. E esse, como reconheceu o secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins, não é o entendimento do governo, que na destinação das freqüências de 2,5 MHz, decidiu privilegiar a banda larga.,
11 de agosto de 2009
Parceira das principais operadoras de cabo dos Estados Unidos no desenvolvimento de soluções de portabilidade para a plataforma WiMAX, a Clearwire está, no momento, desenvolvendo uma experiência em Portland, com velocidade média de 6,5 Mbps (pico de 19 Mbps) contra 1,4 Mbps em média da rede HSPA que opera na mesma cidade. Nessa experiência, para oferta da banda larga nessas velocidades são usados apenas 30 MHz.
A experiência da Clearwire, que está montando uma rede de inovação em WiMAX no Vale do Silício com parceiros como Intel, Cisco e Google, foi apresentada hoje, no Congresso ABTA 2009, que se realiza em São Paulo, por Ali Tabassi, responsável pela área de standards da empresa. Ele destacou, ainda, que o WiMAX já é uma tecnologia do presente, com um grande número de aplicações disponíveis e mais de cem tipos de dispositivos de acesso até o final do ano, número ampliado graças à utilização do WiFi como hot spot do backbone WiMAX.
Tanto Ali Tabassi quanto Tim Hewitt, executivo da WiMAX Fórum, deram destaque ao uso da plataforma WiMAX no provimento da banda larga, seja fixa seja em soluções de mobilidade. O que chamou a atenção do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), um dos comentaristas. Ele observou que se é para fazer banda larga, e não vídeo, o MMDS não precisa de mais espectro dos que os 50 MHz que lhe estão destinados na consulta pública lançada pela Anatel. “Para conseguirem mais, os operadores precisam demonstrar que a oferta de triple play tem de ser encarada como política pública”. E esse, como reconheceu o secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins, não é o entendimento do governo, que na destinação das freqüências de 2,5 MHz, decidiu privilegiar a banda larga.,
Assinar:
Comentários (Atom)