terça-feira, 30 de junho de 2009

Operadores querem a destinação de 140 dos 190 MHz da faixa de 2,5 GHz para a LTE

Por Lúcia Berbert
25 de junho de 2009

A definição imediata da destinação da faixa de 2,5 GHz pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) foi defendida hoje pelo vice-presidente de Políticas Públicas da GSM Association, Ricardo Tavares. Ele disse que a demora atrasa os investimentos pelas operadoras móveis na tecnologia de quarta geração, que precisam para atender a enorme demanda de acesso a banda larga verificada no país. “Nos últimos seis meses, o número de usuários da 3G dobrou e hoje estamos com seis milhões de assinantes em terminais mais três milhões em modems. Até o final do ano, a tendência é de que esses números dobrem de novo”, disse.

Tavares, que falou sobre o mercado mundial da quarta geração móvel no seminário LTE – Tecnologia e Mercado, em Brasília, reivindica a destinação de 140 dos 190 MHz da faixa de 2,5 GHz para a LTE, ficando os 50 MHz restantes para o MMDS (TV paga por micro-ondas), que hoje ocupa quase toda a faixa. “Menos do que isso, não dápara atender as cinco operadoras móveis que operam hoje no mercado brasileiro”, disse.

A Anatel estuda a destinação de 110 MHz para a LTE, enquanto os 80 MHz restantes ficariam para as operadoras de MDS, espaço que a GSM Association considera insuficiente. “Nossa expectativa é de que o novo conselheiro da agência, João Rezende, apresse a decisão sobre a faixa”, disse Tavares. Ele adiantou que de seis a nove meses após a licitação, as operadoras móveis poderão implantar a quarta geração no Brasil.

Para Tavares, além das altas velocidades – inicio em 50 Mbps – a LTE é compatível com as tecnologias anteriores, como WCDMA e HSPA, ambas de terceira geração. Ele acredita também que quanto antes o país decidir pela LTE, a pesquisa e desenvolvimento bem como a indústria irão crescer e trarão mais valor agregado à economia brasileira. “Faço um apelo ao governo e à Anatel para aproveitar esta oportunidade de fortalecer ainda mais o Brasil”, disse.

Tavares defendeu também que o acesso ao espectro seja feito por meio de leilão, que considera o mecanismo mais transparente. Ele reivindica ainda que o governo, ao elaborar o edital, tenha como objetivo principal maximizar o acesso à banda larga móvel e não ao preço maior. E sugeriu a troca de valor por compromissos, como aconteceu na licitação do 3G.

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